Economistas ecológicos do Ceará discutem reconhecimento profissional junto ao Banco do Nordeste
Data da publicação: 21 de setembro de 2026 Categoria: Sem categoriaDocumento apresentado ao BNB solicita o cadastramento de profissionais formados em Economia Ecológica para atuação na elaboração de propostas e projetos de crédito; iniciativa ocorreu durante articulação com a CONFETRAF-Brasil e representantes de povos e comunidades tradicionais
Fortaleza, 17 de setembro de 2026 – O Comitê Organizador dos Economistas Ecológicos do Ceará apresentou ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB) um documento solicitando o reconhecimento e o cadastramento de profissionais formados em Economia Ecológica para atuação na elaboração de propostas e projetos de crédito compatíveis com sua formação acadêmica e profissional.

A entrega da demanda ocorreu durante reunião articulada com a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (CONFETRAF-Brasil) e com a participação de representantes de diferentes povos e comunidades tradicionais do Ceará. O encontro reuniu atores ligados à agricultura familiar, aos territórios tradicionais e ao desenvolvimento sustentável, ampliando o diálogo sobre o papel de novas formações profissionais na construção de projetos voltados às realidades rurais e socioambientais do Nordeste.
No ofício encaminhado à Superintendência do BNB, o Comitê destaca especificamente os profissionais graduados em Economia Ecológica pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e regularmente registrados no Conselho Regional de Economia (CORECON). A solicitação é para que esses profissionais possam ser reconhecidos, nos procedimentos adotados pelo Banco, como habilitados a elaborar propostas e projetos de financiamento relacionados às competências desenvolvidas em sua formação.
A iniciativa busca ampliar as possibilidades de inserção profissional dos economistas ecológicos e, ao mesmo tempo, colocar à disposição das políticas de crédito uma formação caracterizada pela abordagem interdisciplinar das relações entre economia, sociedade e meio ambiente. Entre os campos de atuação associados à Economia Ecológica estão temas como desenvolvimento territorial, agricultura familiar, sustentabilidade, uso dos recursos naturais, planejamento socioambiental e avaliação das dimensões econômicas e ecológicas dos processos produtivos.
Para o Comitê, o reconhecimento dessa formação pode contribuir para que projetos de financiamento incorporem, de maneira mais integrada, aspectos econômicos, sociais, territoriais e ambientais. Essa abordagem assume especial importância em iniciativas direcionadas à agricultura familiar e aos povos e comunidades tradicionais, cujas atividades produtivas mantêm relação direta com os territórios, os recursos naturais e as formas locais de organização social e econômica.
A mobilização também representa mais uma etapa no processo de afirmação e consolidação do campo profissional da Economia Ecológica no Ceará. Ao encaminhar formalmente a solicitação ao Banco do Nordeste, o Comitê procura abrir um canal institucional de diálogo sobre as atribuições desses profissionais e sua participação na elaboração de projetos de crédito e desenvolvimento regional.
O documento foi protocolado com data de 17 de setembro de 2026 e deverá subsidiar o diálogo entre os economistas ecológicos e o Banco do Nordeste acerca dos procedimentos necessários para o reconhecimento e eventual cadastramento desses profissionais.
A iniciativa reforça a busca pela ampliação dos espaços de atuação dos egressos de Economia Ecológica e pela incorporação de abordagens socioambientais e territoriais na formulação de projetos destinados ao desenvolvimento do Nordeste
